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A melhor Esfiha de Carne eleita pelo Jornal Folha
16/05/2009 - 08h13
Onipresente em casas árabes, esfiha é avaliada em dez locais de SP


JANAINA FIDALGO
da Folha de S.Paulo
Olinda Isper tinha 12 anos quando começou a ajudar a mãe a fazer esfihas. Recheava os círculos e fechava, minuciosamente, um a um. Levou anos até que a tarefa de fazer também a massa fosse confiada a ela. Hoje, aos 48, é ainda Olinda quem cuida das esfihas. Não as da casa da mãe, mas as servidas no Tenda do Nilo, no Paraíso.
No início do restaurante, tocado por ela e pela irmã, Xmune, os salgados eram feitos na hora. À medida que o movimento começou a aumentar, ficou inviável dar conta da tarefa num espaço tão diminuto, ainda mais com a assumida "mania de perfeição" de Olinda.
"Toda comida daqui é feita pela Xmune. Só as esfihas são minhas, faço em casa e trago. Vou ser sincera, sou neurótica. Demoro muito. Tem gente que brinca e fala que eu pego a régua e o compasso para medir, porque são sempre iguais, do mesmo tamanho, com o mesmo formato", diz Olinda.
A esfiha do Tenda do Nilo foi a mais bem avaliada em degustação feita pela reportagem da Folha em dez casas de comida árabe paulistanas. Em todas, foi provada apenas a versão fechada e recheada com carne.
O que faz diferença?
Grande inimiga das esfihas, a terrível estufa --capaz de deixar o salgado ressecado e numa temperatura abaixo da ideal - não é problema no Tenda do Nilo. Lá, elas são aquecidas na hora, num forno elétrico.
Mas está na carne o grande diferencial do salgado. Tem tomate e também cebola, como as demais, mas numa proporção tão pequena que o sabor da carne predomina e casa perfeitamente com um toque de canela.
"Aqui, as pessoas associam canela a doce. No Líbano, usa-se muita canela na comida salgada. Ela chama a atenção, tem um adocicado que combina."
No Líbano, diz Olinda, a esfiha mais famosa e saborosa é a de Baalbeck. Assim, o melhor elogio que ela pode receber é ter seus salgados comparados aos de Baalbeck. "Só que lá, não se faz esfiha fechada, só aberta", diz Olinda.
Tenda do Nilo
Aquecida na hora, tem massa fininha, delicada. É pequena e bem modelada. O sabor da carne sobressai, e o tempero leva um toque de canela que faz toda diferença. R$ 3.0
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O melhor Falafel de São Paulo
por Josimar Melo
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Veja São Paulo
Como se faz - Grandes pratos por grandes chefes
Malabie
Delicado Manjar Branco feito com Água-de-rosas e coberto com Geléia de Damasco |
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Ingredientes:
Manjar
1 litro de leite
1½ copo de açúcar
½ copo de farinha de arroz
1 colher (café) de miski
1 colher (sobremesa) de água-de-rosas
Geléia
1 kg de damasco azedo
1 kg de açúcar
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Modo de Preparo:
Manjar
Dissolva a farinha no leite. Coloque a mistura em uma panela e cozinhe em fogo baixo até engrossar. O segredo é nunca parar de mexer.
Quando estiver no ponto, acrescente o açúcar e derreta-o bem. Junte o miski e a água-de-rosas e desligue o fogo para que não fique amargo. Coloque em taças individuais, deixe esfriar um pouco e leve à geladeira.
Geléia
Deve ser feita com um dia de antecedência. Disponha os damascos em uma tigela e cubra-os com água. No dia seguinte, escorra a água, coloque os damascos em uma panela com o açúcar e leve ao fogo médio até ferver.
Desligue o fogo, espere esfriar um pouco e bata tudo no liqüidificador. Leve à geladeira.
Finalização
Cubra as taças de manjar branco com uma porção generosa de geléia e finalize com um fio de água-de-rosas. Importante: a geléia só deve ser colocada em cima do manjar no momento de servir. Se preferir, você pode também usar a geléia pronta ou ainda cobrir o manjar com os damascos inteiros, em calda.
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Fatte

Considerado o 2° melhor prato que contém carne da cidade de São Paulo!
Comentários sobre o prato:
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Ainda custo a acreditar que desta diminuta cozinha tenha emanado o manjar sírio-libanês mais primoroso que já provei. A receita, herança de valor inestimável deixada pela mãe das donas, emociona ao primeiro contato. Sob a coalhada fresquíssima, salpicada de alho e castanhas, pedaços de músculo delicadamente cortados e cozidos com grão-de-bico. |
Foi a coisa mais divertida que experimentei desde que parei de comer sucrilhos. Fabuloso! Comida árabe como você não acha em lugar nenhum. Está lá a carne que poderia ter virado esfiha, o molho que não nega o parentesco com a coalhada, e ainda os croûtons de pão sírio - mas o resultado é tão surpreendente, que é provável que sua primeira reação seja uma risada. Delícia.
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O prato do Tenda do Nilo foi a exceção, uma coisa que tinha tudo para dar errado e, no entanto, é ótimo, fresco e intenso ao mesmo tempo, cheio de sabores que se casam, simples mas bem feito, delicioso na sua profusão barroca de coalhada, castanhas, pão frito, músculo. Dá água na boca de pensar nele, sim Habib.
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| Horário de funcionamento: segunda à sexta das 12.00h às 15.30h e sábados das 12.00h às 15.45h |
| Rua: Coronel Oscar Porto, 638 - Esquina com Abílio Soares Paraíso - São Paulo - SP |
Tel: 11 3885-0460 falar com Olinda E-mail: tendadonilo@gmail.com |
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